O último caso de morte provocada pela ''lei da cadeia'' em Londrina ocorreu há um ano e meio. No dia 1º de março de 2005, um preso de 27 anos, faleceu no Hospital Universitário (HU) após uma sequência de agressões.
Um dia antes, ele havia sido preso sob suspeita de ter abusado sexualmente da própria filha, de 7 anos. Espancado no 2º DP, ele foi transferido poucas horas depois para a CCL, por medida de segurança. Lá, ele teria sido novamente espancado e teria sofrido abusos sexuais. Com traumatismo craniano severo e queimaduras, passou horas no pronto-socorro aguardando um leito e acabou não resistindo.
O caso também mostra uma das consequências do acesso dos presos aos meios de comunicação. O delegado-chefe da 10 SDP, Sérgio Luiz Barroso, acredita que os presos tomam conhecimento de estupros e outros crimes cometidos pelos recém-chegados por meio da mídia. ''Eles têm rádio e tevê nas celas. A notícia chega quase imediatamente'', comenta. Um preso disse à reportagem que também desconfia da ''facilitação de informações'' por parte dos policiais. ''Eles não fazem questão de esconder por qual crime uma pessoa está sendo presa.'' (V.N.)

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