Turnos intermediários foi solução para falta de vagas nas escolas
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 1999
Anna Camanducaia 
O déficit de 5 mil vagas nas escolas do Paraná foi solucionado, segundo a secretária de Estado da Educação, Alcyone Saliba. Na maioria dos casos, as escolas optaram pela criação de turnos intermediários. A secretaria afirma que as soluções tomadas neste mês de início de aula são temporárias. Em algumas regiões, o problema deve ter solução definitiva com a inauguração de novas escolas, no próximo ano, segundo a chefe do Departamente de Ensino Fundamental, da secretaria, Ana Maria Blum. É o caso de Colombo, Fazenda Rio Grande e Curitiba (Bairro Novo).
Em Curitiba, houve problema de vagas em quatro bairros da cidade. No Bairro Novo, a solução foi criar turnos intermediários. No Bairro Alto, uma nova escola foi criada num prédio alugado. Os alunos que procuravam vaga em escola do Boqueirão foram realocados e os da Cidade Industrial de Curitiba ganharam transporte da Prefeitura Municipal de Curitiba, para outras escolas.
Na Região Metropolitana de Curitiba, os problemas se concentraram em Colombo e Fazenda Rio Grande. Em Colombo, a comunidade escolar não aceitou a criação de turnos intermediários. Preferiu aumentar o número de alunos por sala, para uma média de 48 a 60 alunos. A média normal é de 35 a 45 alunos.
O turno intermediário foi implantado em Fazenda Rio Grande. Quatro escolas estaduais do município da RMC resolveram usar a solução, pelo menos nesse ano.
Fora da Grande Curitiba, houve falta de vagas em Foz de Iguaçu e Cascavel. A situação foi contornada com criação de períodos intermediários, nas duas cidades, e realocação de alunos, apenas em Foz de Iguaçu. Cascavel deve ter duas escolas prontas até o início do segundo semestre.
Sobra - O Paraná tem 247 mil vagas não preenchidas. Segundo Ana Maria, as existem vagas sobrando em todo o Estado. A explicação é diminuição de população em determinados locais e construções feitas em lugares inadequados.


