Ao escutar o coraçãozinho da pequena Mariana, o pediatra percebeu que algo estava errado. Pediu silêncio no quarto, ouviu novamente os batimentos cardíacos e avisou que a bebê não teria alta médica. "Chorei o resto do dia", lembra emocionada a mãe Paula Vedove. Mariana, com poucos dias de vida, já possuía uma cardiopatia congênita. O pequeno coração não funcionava como deveria.
Esta cena se repete com frequência nos hospitais de todo o país. O desespero das famílias ao serem comunicadas sobre os vários tipos de cardiopatias levaram as mães da Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações a idealizarem uma cartilha informativa com orientações básicas sobre o assunto. O material traz informações sobre o funcionamento do coração, os cuidados especiais que devem ser adotados no dia a dia das crianças e o passo a passo dos sintomas até o diagnóstico.
A cartilha foi revisada pela cardiologista pediátrica Márcia Thomson. A médica, que atua em Londrina, considera a publicação uma vitória das famílias. "A ideia desse material é amenizar a dor e dizer a essas famílias que elas vão vencer."


Leia mais na matéria de Viviani Costa, amanhã na Folha.

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