'Turmas pequenas não são diferencial'
No Colégio Marista, no início deste ano, os pais de alunos da 2 série do ensino fundamental se reuniram com a direção para exigir a abertura de mais uma turma, por acharem que 35 alunos ou mais em uma sala era um número excessivo. Depois de muita insistência, conseguiram que mais uma turma fosse formada, garantindo uma média de 25 alunos em cada uma.
Para a diretora educacional do colégio, Marize Rufino, é complicado falar em número ideal de alunos, mas nos últimos anos, segundo ela, a instituição vem procurando trabalhar com salas menores. ''Quando adotávamos o modelo pedagógico tradicional, focado no ensino, as salas eram maiores. A partir do momento que passamos a adotar o modelo de ensino baseado na aprendizagem, as turmas passaram a ser reduzidas, pois é preciso uma atenção mais individualizada por parte do professor.''
Mesmo assim, a diretora diz acreditar que o mais importante é a escola ''ter consciência e domínio pleno da linha pedagógica, além de segurança e busca por aprimoramento no foco desta linha pedagógica''. Atualmente, segundo ela, as turmas de 1 série do ensino fundamental do colégio têm 20 alunos em média. ''Mas daria para trabalhar com até 28, sem problemas'', afirma.
De acordo com Marize, turmas pequenas não são sinônimo de qualidade de ensino. ''Há dezenas de escolas com turmas pequenas, o que não garante que os alunos sejam melhores. Este não é o diferencial.'' Segundo a diretora, com número reduzido, há uma maior chance dos grupos de fecharem, diminuindo o círculo de convivência. ''É preciso procurar sempre o equilíbrio'', recomenda. A diretora também considera o preparo do professor um ponto determinante. ''A escola deve chegar a um número ideal que permita desenvolver, com segurança, qualidade e tranquilidade o objetivo a que se propõe.'' (S. L.)





