Curitiba - A partir de agora, os turistas terão mais trabalho para entrar na Ilha do Mel, no litoral paranaense. Mas terão também mais segurança. Já está funcionando em caráter experimental o novo sistema de controle de entrada de visitantes por meio de pulseiras. Ao comprar a passagem no terminal de embarque, os visitantes são obrigados a dar informações básicas, como nome completo, registro geral, CPF, cidade de origem, pousada em que ficará hospedado, data de entrada e de saída da ilha. O sistema é interligado com a Secretaria de Estado de Segurança Pública - o que facilita a prisão imediata de pessoas que estejam sendo procuradas pela Delegacia de Vigilância e Capturas.
A pulseira tem um código de barras e é colorida. O visitante não poderá trafegar sem usar a identificação - considerado um passaporte informatizado. A capacidade da Ilha do Mel é de receber até cinco mil pessoas por dia. ''Queremos gerenciar efetivamente a entrada na Ilha do Mel, que é um patrimônio de todos e precisa ser preservada. Temos que ter controle'', afirmou Vitor Hugo Burko, presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Os moradores da Ilha não precisarão da pulseira. Já as pessoas que trabalham na ilha terão de usar um crachá que estará sendo disponibilizado pelo Terminal de Embarque Pontal do Sul.
A idéia é implantar todo o sistema até julho, quando duas catracas serão colocadas para acesso na Ilha do Mel - uma no Farol e outra em Encantadas. ''Vamos implantar gradativamente. Não queremos prejudicar ninguém, nem cercear a entrada na ilha. Só queremos ter controle'', ponderou Burko.
A estudante Natalie Martins, de 17 anos, mora em Pontal do Paraná e sempre vai para a Ilha do Mel. Mesmo tendo mais dificuldades agora para entrar na ilha, Natalie gostou da novidade. ''Acho que é importante porque vai se ter mais controle do pessoal que está entrando. Tem gente que faz tudo errado: joga lixo, faz barulho, usa som alto, usa drogas. Com as pulseiras, vai ser mais fácil punir essas pessoas'', declarou ela.

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