Curitiba - O feriadão de Natal não foi tranquilo para os 600 bombeiros que trabalham na Operação Verão, no Litoral do Paraná. Do dia 19 de dezembro até ontem pela manhã, eles haviam realizado 135 salvamentos, sendo que 50 desses procedimentos foram feitos na última sexta-feira. O número de orientações e advertências, cerca de 13.500 no mesmo período, mostra que o paranaense também está dando muito trabalho à corporação, que este ano conta ainda com o reforço de 90 bombeiros civis.
Mesmo assim, segundo o tenente Leonardo Mendes dos Santos, o feriadão foi um pouco mais calmo do que no mesmo período de 2008, quando os bombeiros fizeram 190 salvamentos.
Até a manhã de ontem, duas mortes por afogamento aconteceram no Litoral do Paraná, desde o início da Operação Verão. A primeira, de um jovem de 18 anos, Elvis Jonathan Gaik, que surfava no dia 19 de dezembro no Balneário de Atami, em Pontal do Paraná. E a segunda morte, na tarde do último dia 25 de dezembro, de um pescador, Adriano do Amaral, 38 anos, ocorrida no Rio Serra Negra, na localidade de Tagaçaba, próximo à Guaraqueçaba.
Tenente Leonardo dos Santos acredita que o número de salvamentos e orientações crescerá a partir de hoje, quando a quantidade de turistas começará a aumentar nas praias do Paraná. Ele lembra que no dia 30 de dezembro de 2008, 100 pessoas foram salvas pelos bombeiros. Para tentar baixar esse índice, Santos orienta o turista a não entrar no mar após ingerir bebidas alcoolicas, respeitar as placas de orientação e a banhar-se perto de um posto dos guarda-vidas.
Crianças perdidas
O Corpo de Bombeiros está preocupado com um outro índice que subiu bastante este ano. Entre 19 de dezembro e ontem foram registrados 83 casos de crianças que se perderam temporariamente dos pais ou responsáveis - no ano passado, no mesmo período, aconteceram 29 ocorrências desse tipo. ''Pedimos para que os pais redobrem os cuidados com os filhos na praia'', alerta o tenente Leonardo dos Santos.
No sentido de ajudar na localização dos pais, o governo do Estado pretende distribuir no Litoral, neste verão, 150 mil pulseiras de identificação. Até o dia 22 de fevereiro, os pais poderão retirar o objeto com policiais na areia, em postos dos bombeiros e nos módulos móveis da Polícia Militar.
A pulseirinha contém o nome da criança e dos pais e algum contato. Ela pode ser molhada, pois a tinta da caneta não sai com a água. O acessório pode ser usado em crianças de qualquer idade.

mockup