Uma das consequências da violência é o prejuízo financeiro em setores como o turismo. Passageiros que desistem de viajar, por exemplo, deixam de movimentar dinheiro. Preocupados com o crescimento dos índices de criminalidade em Londrina e região, o Sindicato Estadual dos Guias de Turismo (Sindeg) está cobrando a instalação de Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Região Norte do Paraná.
Segundo o representante da entidade, Newton Eskelsen Felício, esse reforço poderia ajudar a conter os assaltos nas estradas e reduzir a violência nas cidades. ''Se as drogas e as armas não chegarem nas cidades, a criminalidade vai diminuir. A fiscalização da Polícia Rodoviária Federal seria importante nesse ponto'', avalia.
A opinião é compartilhada pelo guia de turismo Marcus Vinicius Lima. Ele afirma que, apesar de não ter sofrido prejuízo direto por causa da violência, as viagens de ônibus têm de obedecer restrições de horários para evitar assaltos. E que na época dos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, as excursões para o Estado vizinho sofreram diversos cancelamentos.
''A fiscalização nas estradas da região é muito pouca. É preciso evitar que situações mais graves ocorram em Londrina'', declara. Lima disse também que os turistas que visitam a cidade já comentam que não há mais tranquilidade como em anos anteriores.
Agora trabalhando como taxista, José Miguel Violada foi motorista de ônibus de turismo por 32 anos. Nunca foi assaltado. Segundo ele, esse tipo de crime antes era ''mais raro.'' O profissional acredita que a fiscalização pode resultar na apreensão de armas e drogas nas estradas. ''A Polícia (Rodoviária) Federal tem mais condições de fazer uma boa fiscalização'', opina.
A superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Paraná, Maria Alice Nascimento Souza, afirmou que todos os pedidos são analisados pelo órgão. Ela acrescentou que a BR-369, rodovia federal que passa pela região, é administrada pelo Estado. ''A implantação de um posto dependeria de acordo com o governo estadual. Essa é uma questão política'', declara.

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