Tumulto no núcleo em Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de setembro de 2001
Maranúbia Barbosa<br> De Londrina 
Um protesto contra o governo estadual envolvendo mais de 500 estudantes, professores e funcionários públicos de várias cidades da região provocou um grande tumulto ontem de manhã, em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE), centro de Londrina. O clima ficou tenso depois que a Polícia Militar foi chamada para impedir a invasão do prédio. O protesto, que teve a participação de servidores e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), marcou o início da greve dos professores estaduais de Londrina e região.
Grupos de estudantes de colégios londrinenses barraram a saída de quatro ônibus que levariam funcionários de colégios de Londrina e região para um curso, em Faxinal do Céu, distrito de Pinhão (40 km ao sul de Guarapuava). O trânsito ficou confuso nas imediações do prédio do núcleo, logo após a concentração dos manifestantes. Houve bate-boca entre o funcionário Vagner Evangelista dos Santos, contrário à greve, e a diretora da APP-Sindicato, Ilka Mecha, engajada no movimento.
As portas do núcleo foram fechadas assim que os manifestantes começaram a chegar. Dezenas de alunos de três colégios londrinenses tentaram entrar no prédio para, segundo eles, ''paralisar o trabalho dos funcionários''. No auge da confusão, alguns policiais se posicianaram em frente à porta de vidro do prédio e contiveram a multidão, que forçava a passagem. Apenas representantes de professores, servidores técnicos e estudantes, além da imprensa, puderam entrar no prédio. A asssistente do núcleo, Roseli Camargo, recebeu a comissão no lugar da chefe, Sandra Regina Amaral, que estaria em Curitiba.
Roseli afirmou que apenas no município de Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina) houve 100% de adesão ao movimento. O presidente da APP-Sindicato informou que 60% dos cerca de 6 mil professores da região estão parados.
Em Londrina e região existem 126 colégios onde estudam cerca de 115 mil alunos da rede pública estadual. Cerca de 6 mil professores e 5 mil funcionários administrativos trabalham nos colégios dos 20 municípios da região.


