Depois da tristeza e do tumulto da quarta-feira, quando ocorreu o assassinato, a família de Marcelo de Souza, 26 anos, voltou a passar momentos de tensão ontem, durante o velório. Marcelo acabou morto pela Polícia Militar na quarta-feira, em um mocó da Vila da Fraternidade (zona leste de Londrina). Mas os tiros não cessaram nem mesmo no velório. Pouco antes do enterro, um rapaz, munido com dois revólveres, disparou por pelo menos seis vezes. Apesar do susto e do terror, ninguém acabou ferido pelos disparos.
O velório foi realizado em uma igreja na Rua Santa Rosa. Os muros de cor salmão da igreja mantém marcas de três tiros disparados. Às 15h10, o velório chegava em seus últimos momentos. A família já se preparava para levar o corpo de Marcelo para o enterro, no Cemitério Jardim da Saudade. Segundo testemunhas, o rapaz já entrou atirando pelo portão. ''Estava cheio de crianças e mães, todo mundo gritou e se escondeu embaixo dos bancos'', contou uma testemunha que não quis se identificar. As portas de vidro tiveram que ser fechadas.
Dezenas de pessoas estavam no local no momento dos disparos, mas nenhuma acabou ferida. Ana Paula, irmã de Marcelo, chegou a agarrar o atirador pelas costas, tentando evitar uma nova tragédia: ele estaria tentando acertar Leandro de Souza, um dos irmãos de Marcelo. Outras pessoas também tiveram que segurar Leandro, muito nervoso.
O autor dos disparos foi reconhecido pela família que, ainda assustada, não tinha registrado um boletim de ocorrência até o fim da tarde de ontem. Familiares também querem prestar ainda hoje depoimento ao delegado Eduardo Cabral, do 2º Distrito Policial, a respeito da morte de Marcelo. A PM alega legítima defesa.

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