Mais uma vez a visita do governador Jaime Lerner (PFL) a Londrina é marcada por confusão, mobilização policial para conter manifestações e momentos de tensão. Ontem, na inauguração da Casa de Custódia construída pelo governo do Estado na cidade, Lerner chegou e saiu do local da solenidade de helicóptero porque manifestantes o aguardavam com um protesto. A maioria era professores, servidores e estudantes da Universidade Estadual de Londrina, em greve há 65 dias.

Para impedir a aproximação dos manifestantes, um aparato com cerca de 150 policiais montou duas barreiras, impedindo o acesso até de convidados para a inauguração. A estratégia definida pela Secretaria de Segurança do Estado provocou uma situação inusitada: a autoridade máxima do município, o prefeito Nedson Micheleti (PT), tentou chegar à Casa de Custódia pela estrada principal. Ao ver a barreira policial e não se sujeitar a utilizar uma estrada secundária, de terra, não participou da solenidade.

Foi a terceira vez que Lerner enfrentou manifestações em visitas ao Norte do Paraná, neste ano. Em fevereiro, quando participaria da inauguração da reforma do Colégio Marcelino Champagnat, em Londrina, teve de entrar na escola por uma porta lateral, para evitar o protesto de professores e diretores da APP/Sindicato. Em abril, houve até confronto entre policiais militares e manifestantes em Arapongas, onde o governador acompanharia uma atividade oficial. Lerner saiu escoltado da cidade.

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