Gritos, palavrões e luzes apagadas. A audiência pública realizada na Câmara na noite de segunda-feira, foi marcada por uma série de discussões que acabaram abreviando sua duração em torno de 2h30 e impedindo resultados práticos. Ao final do encontro, o vereador Orlando Bonilha (PL) anunciou a criação de uma comissão, formada por representantes da Câmara, do Ministério Público, da comunidade e das entidades estudantis, para estudar a planilha da CMTU que determinou o aumento. As empresas Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e Francovig não enviaram representantes.
O debate começou com o promotor de de Defesa do Consumidor, Miguel Jorge Sogaiar, que ingressou na semana passada com ação civil pública para revogar a alteração na tarifa. Ele reafirmou que, de acordo com as planilhas, não foi possível perceber que as concessionárias estariam em desequilíbrio financeiro.
A versão, porém, foi contestadas pelo presidente da CMTU, Wilson Sella. ''Constatamos em maio que as duas empresas estavam com um desequilíbrio financeiro de 15%.'' Os estudantes hostilizaram Sella e interromperam a discussão para exigir que mais pessoas tivessem acesso à sala de sessões. A audiência só foi retomada depois que a PM autorizou a entrada.
Cerca de 80 estudantes acompanharam a audiência por um telão, instalado fora da Câmara. Eles fizeram batucada e gritaram frases contra o reajuste. O estudante de economia, José Carlos Costa Júnior, reclamou da ausência do prefeito Nedson Micheleti (PT) na audiência.
Segundo o representante do DCE, Rafael Morais, ''a comissão pode ser uma estratégia para desmobilizar a população. Mas vamos continuar os protestos'', afirmou. (Colaborou Gilmar Agassi)

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