Como é comum em todos os anos, um dos túmulos mais visitados no Cemitério São Pedro foi o do menino José Oswaldo Schietti, que morreu no dia 22 de maio de 1950, com apenas 9 anos. A data da morte coincide com a época da primeira comunhão do garoto, que se tornou uma espécie de ''santo'' para muitos devotos, principalmente quando o jazigo do garoto começou a minar água.
Durante muito tempo, a água considerada benta serviu de alento para as pessoas, que rezavam pedindo graças. A água não mina mais, mas até hoje o número de devotos é grande. Flores, velas e muita oração são ofertadas ao pé do túmulo.
Foi ali, num momento muito especial, que estavam rezando Antônia Sumiko, de 82 anos, e suas duas filhas, Alice e Heloisa. Ela conta que há mais de 40 anos visita o túmulo do garoto e garante ter alcançado muitas graças.
Falante e com muita disposição, ela fez questão de contar os milagres recebidos. Fortes dores de cabeça incomodavam a senhora, quando ela ainda jovem visitou o túmulo do garoto e começou a recolher a água que minava do túmulo. ''Passava a água assim, no lugar onde doía e logo melhorava'', contou. ''Não dá prá esquecer. Venho sempre rezar por ele e agradecer''. (M.O)

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