A sepultura de Priscila de Oliveira Caldi, 16 anos, no cemitério São João Batista, em Santo Antônio da Platina (20 quilômetros de Jacarezinho) foi violada ontem, durante a madrugada. Segundo informações da polícia, o cadáver foi retirado do caixão, mas não há sinais de violação do corpo. A estudante morreu há sete dias quando o veículo em que estava bateu em uma árvore e um muro na PR-439, no bairro Colorado, no trecho entre a cidade e o distrito da Platina.
Materiais recolhidos no local foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal de Curitiba para perícia. Priscila Caldi foi sepultada em uma gaveta no túmulo da família.
A polícia interditou o local por cerca de 3 horas, até a conclusão do trabalho de coleta de materiais. Depois da liberação, uma multidão que se concentrava na entrada do cemitério iniciou uma peregrinação até o local. O ritmo de visitas só diminuiu à tarde. Muitos se mostravam indignados com a violação do túmulo.
O delegado da Polícia Civil de Santo Antônio da Platina Sérgio Taborda informou que duas pessoas foram vistas no local durante a madrugada. A sepultura de outra vítima do mesmo acidente, a estudante Michele da Silva Turek, 15 anos, não foi violada.
O veículo em que as meninas estavam perdeu o controle quando realizava uma ultrapassagem, depois do entroncamento da BR-153 para o distrito da Platina. O veículo saiu da pista e bateu em um muro e uma árvore. Os jovens se dirigiam para a Associação da Prefeitura Municipal para uma festa.

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