As investigações da Procuradoria da República do Paraná sobre irregularidades do vestibular Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) podem emperrar. Ontem, o reitor da instituição, Sidney Lima dos Santos, informou ao Ministério Público Federal que todos os documentos do vestibular de Direito, realizado nos dias 27 e 28, foram queimados após a prova. Do material solicitado pelo procurador Fernando José Araújo Ferreira, a UTP entregou apenas o escore dos aprovados. Mesmo assim, o procurador afirma que as investigações vão continuar.
Na carta enviada ao procurador, o reitor Sidney Lima dos Santos comunica que os cartõesresposta, cadernos de provas objetivas de língua portuguesa, história, geografia, língua estrangeira e a redação foram incinerados, conforme determina o edital do vestibular da universidade. Esse período adotado pela Tuiuti, de apenas seis dias, é muito menor que o empregado pelas duas maiores universidades de Curitiba. Tanto na Universidade Federal do Paraná como na Pontifícia Universidade Católica, as provas ficam guardadas por um período de seis meses.
O escore entregue à procuradoria não satisfez o procurador. Isso, porque as notas dos 300 aprovados oscilaram num mesmo patamar, ficando entre 34 a 37, de um valor total de 50. Com isso, fica difícil saber como foi realizado o desempate de quem teve a mesma nota, já que não existe a redação para analisar. Ele também oficiou no Ministério da Educação um pedido solicitando a revisão dos cursos da Tuiuti. Se aceito, o ministério verificaria se o estabelecimento de ensino corresponde às determinações legais para funcionar.
A averiguação do vestibular da Tuiuti foi motivada por uma denúncia anônima de um cidadão e também por notas de jornais, que insinuavam a possibilidade de haver vagas marcadas.

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