Londrina - O acompanhamento da agente comunitária de saúde Marlene Sokoloski é essencial para que a saúde de Maria da Graça de Freitas fique em dia. Mas ela também conta com o apoio da aposentada Maria Zélia Parede, de 72 anos, que cuida para que a paciente tome sua medicação no horário certo e na dosagem adequada.
''Ela sozinha não tomava os remédios direito ou nem tomava. Agora, com ela aqui em casa, ajudamos no tratamento correto. A Marlene separou tudo em potes e marcou a dosagem de cada horário para evitar confusão'', conta Zélia, que aprendeu, inclusive, a aplicar insulina.
Desde que chegou à casa da amiga, Zélia diz que a paciente estava muito fraca e com a fala muito afetada. ''Ela não comia quase nada, estava debilitada. Com a dieta correta e os remédios certos, está melhorando a cada dia'', comenta.
Melhora que é observada pela própria Maria da Graça, considerada um pouco rebelde pelos profissionais. ''Eu já me sinto bem melhor e estou tomando todos os remédios. Quero voltar a trabalhar logo'', diz.
Para que tudo isso fosse possível, a medicação foi toda organizada, bem como as prescrições e receitas médicas são constantemente checadas pela agente. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, a pesquisa revelou que fatores como escolaridade e classe econômica ou ter ou não plano de saúde não influenciam na não adesão ao tratamento.(M.T.)

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