O que é velho para um, é novidade para o outro. Pensando nisso a professora Claudia Gonçalves Sartori de Azevedo e o filho Rodrigo, de 10 anos, resolveram participar da troca de objetos promovida pela Loja Ciranda. Ele levou de casa uma luva do ''Coisa'', do Quarteto Fantástico, e voltou com uma bola. Satisfeito e consciente, o garoto lembrou que ''só comprar, comprar, não dá. De vez em quando a gente também precisa trocar''. Para Rodrigo, esta é uma boa forma de os dois lados ganharem.
A mãe observou que o filho tem muitos brinquedos, por isso sugeriu participar do escambo. ''Ele é filho único, então tenho este cuidado de ensiná-lo a repartir. Percebo que às vezes as crianças pedem muito determinado brinquedo e depois acabam nem brincando. Com a troca, eles também aprendem a valorizar o que recebem. É importante mostrá-los que tudo o que têm é fruto de muito trabalho,'' disse Claudia.
Na mesma linha de raciocínio, a proprietária da Loja Ciranda, Denise Gentil, lembrou que incentivar as trocas de objetos é uma forma de conter os malefícios do excesso material presente hoje em muitos lares. ''Vemos um processo de acúmulo que não traz satisfação'', reforçou. (S. L.)

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