Tudo como antes
Quando criado o Sistema Único de Saúde (SUS) todos nós pensamos - e eu continuo acreditando - que fosse o modelo ideal de atendimento à saúde. O problema é que mudanças ainda são feitas e a cada mudança a verba fica mais apertada. A análise é do coordenador do Conselho de Saúde do Jardim Marabá (zona leste de Londrina) e vice-presidente do Conselho de Saúde da Zona Leste (Consleste), Armando Paulo Porto Alegre.
A cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não diminuiu em nada as dificuldades encontradas pela população para conseguir atendimento médico, na avaliação de Porto Alegre. Faltam médicos e pessoal qualificado nos Postos.
Ele ressalta que a única mudança positiva ocorrida nos postos de saúde nos últimos tempos foi que não tem mais faltado a cesta básica de medicamento. O mesmo não podemos dizer de remédios mais caros, usados por cardíacos, por exemplo, comenta.
Porto Alegre classifica o período anterior ao primeiro ano da vigência da CPMF como melhores para a saúde. Em 97 houve um aumento grande do índice de desemprego e isso traz doenças nervosas, desnutrição. São mais doentes e menos dinheiro. Há dois anos, haviam 8 mil prontuários na área de abrangência do Posto de Saúde do Marabá. Hoje são mais de 16 mil, incluindo aí os moradores de áreas invadidas nos bairros.





