Tudo começou com uma oração
Santo Antônio da Platina - Um colega de profissão pediu que Silvana Domingues de Almeida Chagas realizasse uma oração em sua casa. Ele convidou outras 14 pessoas, e um grupo de estudos da Bíblia acabava de nascer. Há um ano o Projeto Amanhecer foi concebido e muitas orações para que desse certo foram feitas. Hoje o trabalho é uma realidade. O grupo ainda não tem dimensão de quantas pessoas serão alcançadas com a iniciativa, mas sabe que já superou as expectativas do início. Há dois meses era apenas um ônibus, hoje entramos em 18. Cada ônibus transporta 40 trabalhadores.
Os trabalhadores rurais dizem sentir o calor humano em meio à frieza da realidade. Um deles confessou que um dia marcante foi quando, debaixo de uma forte chuva, os missionários chegaram para realizar o culto.
Alegria da roça
A atividade braçal desses trabalhadores -que recebem por mês R$ 508,00- é a garantia que o alimento chegará à mesa das famílias. Mas eles mesmos realizam apenas três refeições diárias. Motivo: a falta de recursos. Mesmo assim, eles não desanimam.
A FOLHA visitou uma lavoura de café em término de safra e constatou que, apesar das dificuldades, mantêm a alegria. As companheiras de labuta Zenaide Penha Silva e Maria de Fátima de Oliveira Serafim são unânimes em afirmar que não se vêem fazendo outro tipo de serviço. Desde que me conheço por gente trabalho na roça e não largo essa vida por nada. É sofrida, mas divertida, diz Zenaide.
Maria de Fátima Serafim conta que sempre recebe propostas para trabalhar como cozinheira, mas que não troca a alegria da roça e sorri como uma criança.(K.M.)





