Tudo começou com a carta de um preso
Uma carta de um detento da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) foi o início de todo o trabalho desenvolvido pela funcionária pública Ruth Anita Tesche. O preso já tinha pedido ajuda várias vezes a uma igreja, porque tinha sido abandonado pela família e pensava em se matar.
Quando leu aquela carta, Ruth afirma que sentiu um chamado divino e naquela semana foi fazer uma visita ao detento. Ele pediu para que ela voltasse mais vezes para fazer orações e conversar. ''Eu não gostava nem de ouvir falar em presos e, como a maioria das pessoas, tinha muito preconceito, eu não aceitava. Quando me entreguei ao Senhor e deixei Ele me guiar, consegui dormir novamente.''
Desde então, ela visita semanalmente os presos e por mês chega a gastar mais de R$ 1,5 mil com materiais para artesanato. Ruth também recebe ajuda de empresários da cidade para dar continuidade ao seu trabalho. Ela lembra que no início seus amigos e sua família foram contrários, mas com o tempo todos entenderam.
''Desde que comecei, minha conta no banco nunca mais saiu do vermelho, por sorte recebo ajuda de muita gente. Também levo alimentação e ajuda para os familiares. A família é a base de tudo e é o principal apoio deles quando saem'', completa. (G.F.)





