Tudo começou com 212 contratações irregulares
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quinta-feira, 04 de dezembro de 1997
Londrina 
A contratação dos 212 funcionários pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), feita de janeiro a abril deste ano, sem realização de concurso público ou teste seletivo, foi denunciada em maio pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv). Na época, a Comurb justificou as contratações dizendo que eram emergenciais.
A polêmica fez com que o presidente da Companhia, Cléber Tóffoli, pedisse exoneração do cargo e demitisse os 212 funcionários. Assumiu em seu lugar Kakunen Kyosen, que manteve alguns dos contratados, para que o serviço de arrecadação e fiscalização nos terminais urbanos de ônibus fosse mantido, e abriu sindicância para apurar as irregularidades. No último mês, foi realizado concurso público para que as vagas existentes - 105 e não 212 - fossem preenchidas.
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público investiga as contratações. Para isso, ouviu cerca de 40 funcionários e ex-funcionários da Comurb envolvidos. Durante as investigações, surgiram também suspeitas de que muitos dos contratados na época eram funcionários fantasmas, e que os salários de alguns deles iriam parar na conta de vereadores.
Na última semana, houve a confirmação de que o vereador Orlando Bonilha (PDT) indicou seis pessoas para contratação na Comurb, entre elas a esposa, o irmão e o cunhado. O assessor do vereador, pastor José Maria Góes, admitiu que alguns destes funcionários depositavam na conta bancária do vereador os cheques de salários da Comurb.
Além do inquérito da Promotoria, a Câmara instalou uma Comissão Especial de Inquérito para apurar as denúncias. A CEI reúne cinco vereadores e é presidida por Flávio Vedoato (PTB).


