Tudo começa com uma conversa
Curitiba - A aproximação de um adulto que tem o objetivo de raptar uma criança começa com uma simples conversa. ''Geralmente o desconhecido sabe quais são as recomendações feitas pelos pais. Então ele chama a criança para ir perguntar para a mãe se ela os deixa saírem juntos'', conta a delegada Ana Cláudia Machado, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride).
Em um caso ainda não solucionado, a vítima foi persuadida por um desconhecido, que prometeu um ingresso para o circo.
Em outro, que aconteceu em 2003, dois irmãos aceitaram o convite de um caminhoneiro, que ofereceu de presente um cobertor. Dentro do veículo, ele começou a bater e tentar violentar sexualmente as crianças. Uma delas conseguiu fugir, mas a outra continua desaparecida até hoje, quatro anos depois.
Orientação
''O responsável pelo desaparecimento pode ser o senhor que fica na frente do colégio ou o que às vezes dá uma bala. A criança deve saber da importância de falar com os pais sempre que isso ocorrer'', diz a delegada Ana Cláudia.
Segundo ela, o problema é que existe falta de orientação dos pais. ''As crianças não podem ficar sozinhas. Na maioria dos casos de desaparecimento, elas estavam brincando na rua, sem um adulto responsável por perto''. (D.C.)





