''Tudo bem com vocês? Certo, tudo bem! Mas tudo bem mesmo? Ninguém mais responde''. Segundo a edição da FOLHA do dia 16 de setembro de 1969, este teria sido o último diálogo entre a torre de controle do Aeroporto de Londrina com Jorge José Menezes Valadão, piloto do avião Douglas DC-3, prefixo PP-SPP, da Vasp, momentos antes da queda. Segundo as investigações da época, a aeronave teria decolado de Londrina às 18h45 com destino a São Paulo mas, por causa de uma pane no motor esquerdo quando sobrevoava Ourinhos, precisou retornar na tentativa de fazer um pouso de emergência no aeroporto londrinense. Não conseguiu.

Na troca de mensagens com a torre, a tripulação não deu mostras de pânico, até porque, embora não fosse uma situação normal, não era incomum o Douglas DC-3 pousar com segurança usando apenas um dos motores. Modelo projetado para atuar na 2 Guerra Mundial, a aeronave era conhecida como ''jipe do ar'', tamanha a sua versatilidade.

Porém, mesmo o piloto dizendo que estava tudo bem à torre, não conseguiu concluir o pouso naquela noite. Conforme a reportagem de época da FOLHA, a aeronave teria se aproximado e solicitado permissão para um pouso de emergência. Os bombeiros foram posicionados na lateral da pista mas o avião passou a cabeceira da pista, o piloto arremeteu na tentativa de ganhar altura novamente, fez uma curva para a direita e caiu já em chamas, distante cerca de um quilômetro do aeroporto, matando todos os ocupantes.

O acidente foi o primeiro de grandes proporções registrado na área urbana de Londrina e um dos piores já ocorridos no Paraná. Por sinal, foi a última grande tragédia aérea registrada em todo o Estado. (L.A.)

mockup