O Zoológico de Curitiba está fazendo um acordo de cooperação para manejo e reprodução de animais com o Aquário de Dallas, nos Estados Unidos. O acordo de empréstimo de animais teria o aval do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A informação foi prestada ontem pelo biológo Luiz Roberto Francisco, diretor do Passeio Público, quando a reportagem da Folha apurava uma denúncia de que 15 tucanos estariam em um quarentenário prontos para serem exportados para a Alemanha. ‘‘Não tem nada disto. Nenhum animal nosso está indo para a Alemanha’’, declarou ele.
Os tucanos e demais animais que estariam em ‘quarentena’ numa sala de transição do Passeio Público teriam sido separados por terem vindo de permutas, doações ou estarem com dificuldades dentro do convívio com outros bichos.
Doze tucanos realmente estariam sendo preparados para a negociação com os Estados Unidos. Mas tudo dentro da legalidade. ‘‘A idéia é montar casais que possam se reproduzir em cativeiro nos Estados Unidos’’, acrescentou. Os tucanos que poderão sair do Brasil – ainda aguardam o processo de liberação oficial, que está em tramitação – continuarão pertencendo ao governo federal. ‘‘Este é um trabalho de parceria de manejo genético’’, disse ele.
O Brasil também pretende receber casais de animais da família das jacutingas. ‘‘Para isto falta apenas o aval do Ministério da Agricultura. Nossos intercâmbios são todos científicos e seguem os padrões de leis internacionais’’, considerou. A reportagem da Folha flagrou uma caminhonete de placas AEP-0918, com caixas de transporte de animais e rações. De acordo com a diretoria do Passeio Público, estas caixas são de uso diário para o transporte de animais.
A reportagem procurou ainda o ambientalista Tiaraju de Mesquita Fialho, que informou que o intercâmbio de animais para reprodução não é irregular. Ele é legal, desde que tenha o acompanhamento dos órgãos de fiscalização.
O Ibama também confirmou a legalidade da transação do Passeio Público com os Estados Unidos. José Joaquim Crachineski, do setor de fauna do órgão, disse que trata-se de um trabalho de caráter científico, onde os países se comprometem em devolver os animais emprestados. O Ibama liberou a operação em 18 de fevereiro. (Colaborou Giovani Ferreira)

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