Tuberculose diminui em Curitiba
O número de casos de tuberculose em Curitiba deve cair 18% este ano. A estimativa, que toma como base os 324 casos registrados entre janeiro e a terceira semana de setembro, indica que em 1998 a cidade deve ter cerca de 430 ocorrências da doença. No ano passado, foram registrados 527 casos. O diagnóstico precoce e o tratamento oferecido pela Prefeitura têm contribuído para reduzir ano a ano a incidência da doença, diz o secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci.
Entre 94 e 97, a redução no número de casos foi de 12%. Com isso, cai também o coeficiente de incidência da doença para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 1997, o coeficiente foi de 37,12 doentes por 100 mil habitantes. Este ano, segundo o Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, o índice está em 22,58 doentes.
Fatal - Se não é tratada, a tuberculose pode ser fatal. Apenas no ano passado, a doença matou 31 pessoas na cidade. O diagnóstico precoce e a continuidade no tratamento são a melhor forma de chegar à cura e de evitar a transmissão para outras pessoas, afirma Ducci.
A partir do diagnóstico, o infectado deve seguir à risca o tratamento, que dura em média meses meses. Infelizmente, o bom resultado obtido com o tratamento nos primeiros dois meses leva muitos pacientes a desistirem da medicação. Quando isso acontece, o bacilo fica mais resistente e a chance de cura é menor. O doente deve parar a medicação somente ao receber alta médica, alerta o secretário.
O diagnóstico e tratamento da tuberculose podem ser feitos nas unidades de saúde da Prefeitura. Os antibióticos são distribuídos gratuitamente pelo Ministério da Saúde nas redes municipal e estadual de saúde. Segundo o Centro de Epidemiologia, Curitiba tem atualmente cerca de 400 infectados em tratamento. O índice de desistência no tratamento gira em torno de 5%.





