A desinformação e a consequente falta de procura pelo tratamento médico estão ‘produzindo’ uma média de 2,5 mil casos de tuberculose a cada ano no Paraná. A alta incidência está relacionada à dificuldade da saúde pública de localizar novos casos. ‘‘As pessoas que estejam tossindo constantemente há mais de quatro semanas têm que procurar um posto de saúde para fazer exames’’, alerta a coordenadora de Combate à Tuberculose da Secretaria da Saúde, Beatriz Bastos Thiel.
Hoje, Dia Nacional de Combate à Tuberculose, as 22 regionais de saúde do Estado vão se mobilizar para informar a população sobre os riscos de contaminação da doença e seu tratamento. O Paraná registrou ano passado, 2.452 casos novos de turberculose. O tratamento quimioterápico, combinando três tipos de medicamentos, permite cura de 100%, conforme os médicos. ‘‘O problema é a resistência criada nos organismos em que o tratamento é interrompido’’, alerta a coordenadora do serviço de prevenção. A tuberculose é disseminada pelo ar, através de bacilos. O tratamento exige acompanhamento médico e seis meses de medicação.
Os avanços da tecnologia médica trouxeram a idéia de controle da doença, mas os últimos 20 anos mostraram o contrário. Conforme a OMS, um terço da população do planeta está infectada pelo bacilo da tuberculose, o que deve causar a morte de 30 milhões de pessoas nesta década.

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