TRT acaba com greve e determina reajuste
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terça-feira, 15 de maio de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) reconheceu a greve como justa e determinou um reajuste de 7,07% aos funcionários do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. O índice beneficia servidores que ganham até R$ 1,5 mil mensais, repondo integralmente o índice inflacionário medido pelo INPC-IBGE. Para os salários superiores a esse valor, o reajuste será de 3,53%. O julgamento do dissídio coletivo da categoria aconteceu ontem à tarde, no segundo dia de greve.
O TRT também determinou recomposição dos valores dos vales-alimentação e do reembolso do auxílio-creche no mesmo percentual de 3,53%. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Paraná (Sinditest) que representa os empregados do HC pleiteava o reajuste salarial de 6,9% e de 23,6% no valor do vale-alimentação. Os funcionários deveriam retomar as atividades a zero hora desta quarta-feira, de acordo com as escalas de trabalho.
O dissídio da categoria foi a julgamento porque não houve acordo na audiência conciliatória entre representantes do Sinditest e a direção da Funpar, entidade da UFPR, realizada na manhã de ontem no TRT. A direção do hospital alegava que não poderia conceder qualquer reajuste em função de déficit no orçamento de R$ 400 mil mensais.
Ontem, no segundo dia de greve no Hospital de Clínicas, cerca de 65% dos 1,5 mil funcionários tinham aderido ao movimento, segundo informações do presidente do Sinditest, Antônio Néris. Outra briga dos funcionários, segundo Néris, será por melhores condições de trabalho.
A assessoria de comunicação do HC informou que os serviços essenciais como pronto-socorro, laboratório e centro cirúrgico estavam funcionando normalmente. As áreas mais prejudicadas, segundo a assessoria, foram as de apoio, como manutenção. A assessoria disse que a direção do hospital não se manifestaria antes do resultado do julgamento do díssidio pelo Tribunal Regional do Trabalho. Apesar de ser um local público, a reportagem da Folha foi proibida de entrar no hospital.
Amélia Makowiski de Paula, que veio de Rio Negro, teve que esperar por quase quatro horas para conseguir marcar exames para a filha no HC.


