Está oficialmente aberta a semana dos calouros solidários na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Quatorze mil estudantes de 42 cursos de graduação, entre eles mais de 3 mil novos alunos, participaram ontem das primeiras aulas do ano letivo.
Campanhas preventivas e de orientação sobre saúde, doação de sangue, arrecadação de alimentos e roupas, atuação em hospitais, creches e instituições de caridade estão entre as atividades realizadas na recepção dos novos estudantes.
Alunos ingressantes dos cursos de Medicina, Farmácia, Fisioterapia, Enfermagem e Odontologia participam até amanhã da semana de integração do calouro, que terá arrecadação de alimentos não perecíveis e fraldas infantil e geriátrica, gincana e entrega dos produtos arrecadados às instituições de apoio a pessoas carentes e associações dos voluntários do Hospital Universitário (HU).
Segundo o estudante Rafael Deliberador, do quinto ano de Direito da UEL, o Centro Acadêmico de Direito realizará, a partir de quinta-feira, o trote solidário Calouro Sangue Bom, que pretende arrecadar sangue para o hemocentro do HU. As doações começam na quinta à tarde e terminam na sexta, pela manhã.
Segundo o diretor do Serviço de Bem Estar à Comunidade (Sebec), Osvaldo Yokota, a Casa do Estudante da UEL continua interditada pela Vigilância Sanitária para readequação. ''A previsão de conclusão das obras é julho'', apontou o diretor.
Segurança - A reitoria promete um campus mais seguro para os estudantes este ano. Para isso, iniciou ontem, na Biblioteca Central, um curso de capacitação em segurança para os 135 vigias. O treinamento terá o equivalente a um mês de duração e será ministrado pelo major reformado da Polícia Militar, Sérgio Dalben.
Segundo Dalben, os funcionários aprenderão sobre segurança física e de instalações, postura e modo de abordagem - inclusive no caso de pessoas especiais -, como preservar o local até a chegada da polícia, como lidar com problemas mecânicos que possam comprometer o trânsito no campus, além de aprender noções de combate a incêndios e primeiros socorros.
De acordo com o chefe da divisão de segurança da UEL, Pedro Marcondes, muitos vigias estão há um longo tempo sem curso e outros nunca foram capacitados. ''Os prédios mais vulneráveis são os do Centro de Ciências Humanas e de Educação Física e a Fazenda Escola, que deverá receber iluminação e alarmes'', informou Marcondes. Há também um sistema de segurança eletrônico, com vídeo-vigias e câmeras instalados nas áreas mais altas da universidade.
Ainda conforme o chefe de segurança, será apresentada ao Conselho Administrativo da UEL uma proposta de cercamento do campus e controle eletrônico da entrada de veículos.

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