Trotes prejudicam trabalho da Defesa Civil
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
Reportagem Local 
Com o retorno às aulas, aumenta muito o número de trotes, principalmente para números fáceis de memorizar, como o 199, da Defesa Civil. O que era para ser um telefone de utilidade pública para informar catástrofes naturais, fazer doações à vítimas de vendavais, tempestades e alagamentos, muitas vezes, acaba sendo usado por crianças para passar trote, xingar ou apenas falar palavrões. ''As crianças passam pela rua e vêem o orelhão, assim como os aparelhos no pátio das escolas, e resolvem brincar ao telefone'', diz o coordenador da entidade, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva.
Essa distorção no uso do serviço de utilidade pública tem preocupado o coordenador, que também é presidente da Cohab. ''Nosso pessoal deixa de fazer o seu trabalho para atender a ligação e descobre que não passa de brincadeira de criança'', comentou Afonseca e Silva. Ele disse que a maioria das ligações é feita por crianças que passam trote através dos orelhões.
A Defesa Civil em Londrina é formada por diversas instituições municipais, estaduais, filantrópicas e empresas. A base da organização do órgão é a Cohab, que coordena e gerencia o serviço. ''O telefone 199 funciona 24h e não pode ficar à disposição para brincadeiras'', ressaltou o coordenador da Defesa Civil. O número recebe, em média, 50 ligações por dia.
Ele lembrou que o telefone da Defesa Civil nos meses de janeiro e fevereiro teve ampla função por causa das chuvas que prejudicaram, principalmente, a área rural de Londrina provocando o transbordamento de ribeirões e comprometendo famílias de produtores rurais. ''A população foi convocada a participar e não deixou de cumprir sua parte, ligando para fazer doações''.
Para o coordenador da Defesa Cilvil, a mudança de comportamento em relação aos serviços de utilidade pública passa por um processo de educação e conscientização das crianças. ''Os pais devem orientar seus filhos que quando estão brincando no 199 podem estar prejudicando outras pessoas que realmente precisam do serviço''.


