Trotes beneficiam entidades de Londrina
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Fernanda Carreira<BR>Reportagem Local 
A transição do Ensino Médio para a universidade é um momento marcante para qualquer estudante. Com brincadeiras e muita festa, os trotes são como que um ritual de passagem para essa nova etapa da vida e nada melhor do aproveitar esse momento para estimular o desenvolvimento de um outro olhar do recém-ingresso sobre seu papel na sociedade. Pelo menos é isso o que cada vez mais instituições de ensino superior de Londrina têm estimulado, por meio dos trotes solidários.
Um exemplo vem do curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina (UEL), cujas aulas tiveram início nesta semana. Pelo quinto ano consecutivo, os calouros participam de uma atividade saudável de integração com os veteranos. Eles arrecadam dinheiro para entidades filantrópicas.
No ano passado, a iniciativa foi premiada pelo Departamento Central dos Estudantes (DCE), pelas benfeitorias realizadas em uma escola localizada na zona oeste. Este ano, a entidade que já começou a ser beneficiada com a ação solidária de Engenharia Civil é o Lar das Vovozinhas, localizada na Vila Nova área central).
Ao todo, 100 universitário, entre calouros e veteranos, participam da arrecadação de dinheiro em semáforos. Os recursos serão utilizados na compra de quatro chuveiros especiais para os idosos, pintura do muro, alimentos, materiais de limpeza e higiene pessoal. A ação segue até sexta-feira e a meta é arrecadar cerca de R$6 mil.
O calouro Tiago Vinícius Louro, de 18 anos, aprovou a iniciativa. "Seria muito bom se cada vez mais os trotes violentos fossem substituídos por ações como essas, que só trazem benefícios, tanto para quem faz quanto para quem recebe", destaca. "Traz um crescimento pessoal grande e para realizar basta ter um pouco de disposição."
Desde o ano passado, Gabriel Heckler, do 2º ano Engenharia Civil, participa da organização da ação voluntária e relata que se sente útil ao promover um trote que contribui para o início de uma formação humanizante ao invés de uma atividade vexatória ou mesmo violenta. "Acho que esse ritual de transição é necessário, mas deve ter um sentido", destacou.
Outro trote solidário que há anos envolve calouros e veteranos do curso de Medicina é a campanha da doação de sangue para o Hemocentro Regional de Londrina. Ontem, cerca de 70 calouros e 11 veteranos foram às ruas para incentivar as pessoas a irem até o Catedral Metropolitana. Até o início da tarde, pelo menos 130 pessoas já tinham realizado a doação e outras 100 já tinham realizado o cadastro como possíveis doadores de medula óssea.
Doadores como a telefonista Fátima da Silva. "Gostei do trote, porque é uma forma de atrair pessoas que nunca doaram sangue, esclarecer dúvidas e ainda facilitar para quem já é doador, mas não tem tempo de ir até o Hemocentro", ressaltou.
A caloura Drielle Andrade Dias distribuiu panfletos e esclareceu dúvidas da população. "Além de integrar os veteranos e calouros, a campanha também promove uma conscientização de todos sobre a importância da doação de sangue", pontuou.
A assistente social do Hemocentro, Eliana Aparecida Palú Rodrigues, explicou que a atividade de Medicina já faz parte do calendário do Hemocentro e tem papel fundamental na regulação do estoque. O Hemocentro tem hoje 239 bolsas de sangue, enquanto a demanda de Londrina e região é de 400, segundo funcionários da unidade.


