Um telefonema anônimo dizendo que uma bomba explodiria ontem à tarde no prédio da Câmara de Vereadores de Londrina acabou provocando a suspensão da sessão. Apesar de a maioria dos funcionários e vereadores acreditar que se tratava apenas de trote, algumas pessoas se precaveram e saíram do prédio.
A ligação telefônica foi feita por volta das 16 horas, quando a sessão estava suspensa temporariamente porque o bloco de apoio do prefeito Antonio Belinati (sem partido) estava reunido. Alguns funcionários e três vereadores (Tercílio Turini, Elza Correia e Adalberto Pereira) saíram do prédio. ‘‘Pode ser uma grande brincadeira, mas também pode não ser’’, alegou Elza Correia.
Quando foram reabertos os trabalhos, Adalberto Pereira pediu providências ao presidente da Câmara, Renato Araújo. ‘‘Essa ameaça de bomba é uma palhaçada de quem não tem o que fazer’’, respondeu Araújo, irritado.
Por causa da insistência, Araújo acabou votando pela suspensão definitiva da sessão. Apenas os vereadores Salvador Francisco e Oswaldo Bergamin votaram contra. O presidente se negou a chamar a polícia ou os bombeiros. ‘‘Se todo dia um vagabundo ficar fazendo ameaças, a Câmara não trabalha mais’’, disse. Dois peritos do Instituto de Criminalística apareceram na Câmara, mas nem entraram no prédio. Esta é a segunda notícia falsa de bomba que a Câmara recebe em menos de uma semana.
Antes da sessão ser suspensa, os vereadores aprovaram em segunda e última votação projeto de lei que prevê a recuperação e revitalização do fundo de vale do Córrego Bororé (zona oeste). Segundo os autores da matéria (Antenor Ribeiro, Luiz Carlos Tamarozzi e Salvador Francisco), a revitalização deverá ser feita pela prefeitura, que poderá fazer convênios com instituições de ensino superior de Londrina ou então permitir o desenvolvimento de programas por pessoas físicas e jurídicas. Neste caso, será permitida a utilização gratuita, por cinco anos, dos espaços disponíveis no córrego para propaganda.

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