Trote sensibiliza caloura de medicina a doar sangue
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quarta-feira, 03 de março de 1999
Célia Baroni 
Eu nunca tinha atentado para a importância de doar sangue. Nunca tinha tido a oportunidade de entrar em um hospital. Vi de perto quanta gente depende deste ato simples de humanidade e por isso não estou com medo. Vou doar sangue. A frase é da caloura do curso de medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Andressa Zocoler, 22 anos. Ela participou, junto com outros 64 calouros do curso, do trote cultural da medicina, convencendo populares a doar sangue para o Hemocentro do Hospital Universitário (HU). O trote, já tradição no curso, é realizado há 7 anos.
Todos os anos, os estudantes desenvolvem o trabalho em conjunto com a equipe do hemocentro do HU. Até o meio dia de ontem, 81 pessoas já tinham doado sangue - cerca de 150 passaram pela triagem. Mesmo convencido a doar, o voluntário passou, antes, por exames e consulta médica. O calouro de medicina Rodrigo Castro, de 19 anos, ficou frustrado. Não conseguiu passar pela triagem porque estava com uma leve anemia. Já doei sangue algumas vezes. Foi uma pena não poder colaborar desta vez, comentou.
Além de doar sangue, os calouros de medicina tiveram que conseguir, pelo menos, cinco voluntários para doar sangue. No ano passado, os calouros conseguiram mais de 300 voluntários que resultaram em 180 doações. Denise Mashima enfatizou que o trote cultural colabora com o Hemocentro e ajuda a conscientizar a população sobre a importância de ser doador.
Mario CesarDurante todo o dia de ontem, os trotes culturais da UEL transformaram o Calçadão em um corredor de saúde. Além dos calouros de medicina, os do curso de odontologia, de enfermagem e fisioterapia também estiveram lá. Os futuros dentistas ofereceram informações sobre saúde bucal; os de enfermagem defenderam o parto natural; e os alunos de fisioterapia trabalharam no convencimento de que a boa postura é indispensável para prevenir males e melhorar a qualidade de vida.


