Trote paralisa Palácio Avenida por 40 minutos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de maio de 1997
Dary Júnior 
Da Sucursal
Um telefonema anônimo com ameaça de bomba no Palácio Avenida provocou a evacuação do prédio ontem à tarde. Não houve pânico. A agência central do banco HSBC Bamerindus ficou fechada por 40 minutos, entre 14h50 e 15h30. Policiais da Deam fizeram uma varredura em todos os andares e nada encontraram. O expediente voltou ao normal em seguida.
Dois suspeitos são procurados pelo atentado ocorrido segunda-feira, por volta das 17 horas, em um ônibus biarticulado da linha Centenário, em Curitiba. Nós devemos conseguir as descrições deles até o final da semana, garante o delegado Sidney Cardoso do Prado, da Delegacia de Armas e Munições de Curitiba (Deam). Das duas bombas de fabricação caseira lançadas, apenas uma explodiu. Os estilhaços dos vidros provocaram ferimentos leves nas passageiras Ester Kusma e Jocelina Weiss.
Pouco depois do atentado, o único suspeito era um homem de pele morena, que usava chapéu e vestia jaqueta de couro. Ele estava debaixo do viaduto da Rodoferroviária, próximo ao local do incidente. Minutos antes, ele teria disparado alguns tiros durante uma briga. Ele diz que falta tomar o depoimento de algumas testemunhas para obter o retrato falado dos suspeitos.
Segundo Cardoso, o atentado não passa de um ato de vandalismo. Isso é uma coisa sem nexo, desabafa. O delegado diz que as bombas lançadas contra o ônibus eram rudimentares, basicamente compostas por pedregulho e pólvora. O atrito causou a explosão de uma delas. Ainda bem que a outra não detonou.
Testemunhas relatam que o atentado aconteceu na canaleta do ônibus. Um artefato explodiu perto do motorista Mauro de Oliveira, que quase perdeu a direção. Já a bomba que não detonou ficou sobre um assento do veículo. As vítimas tiveram cortes no braço e escoriações no rosto.


