Da Sucursal
Um tumulto provocado pela insistência dos veteranos de Engenharia Civil da Universidade Católica do Paraná em promoverem trote contra os calouros do curso acabou na suspensão das aulas por sete dias úteis para 400 alunos de engenharia. A confusão aconteceu no último dia 13, quando um grupo de 250 veteranos de engenharia insistiram em retirar os calouros para realizarem o trote fora das dependências da universidade, apesar da proibição baixada pelo Centro de Ciências Exatas da PUC.
Ao tentarem retirar os calouros da sala, os veteranos entraram em choque com os professores, criando um tumulto que acabou na troca de empurrões. Diante da superioridade numérica dos veteranos, e para evitar uma confusão maior, os professores decidram ceder e liberaram os calouros para o trote, que aconteceu na frente da universidade.
No dia seguinte, a PUC determinou a suspensão por oito dias de todos os alunos que não estavam em sala de aula no dia do trote, como forma de punir os veteranos pela confusão. Para não ser suspenso, quem não tivesse respondido chamada precisava se justificar perante o Departamento de Engenharia.
A punição foi considerada injusta e exagerada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC, que entrou com recurso para suspender a decisão. ‘‘Nós repudiamos o trote violento, mas não é justo que alunos sem qualquer participação no episódio sejam punidos’’, diz o presidente do DCE, Rodrigo Souza Filho.
Na última terça-feira, a PUC decidiu então cancelar a suspensão inicial contra os alunos, e criar uma comissão de sindicância para apurar as responsabilidades sobre o episódio. Ao mesmo tempo, as aulas do curso de Engenharia foram suspensas por sete dias úteis, até que a sindicância ouça todos os alunos envolvidos. Três professores do setor de Engenharia e um advogado da PUC estão dirigindo as investigações.‘‘Os alunos foram avisados de que não poderiam ir até as salas para obrigarem calouros a participarem do trote’’, diz o professor Joel Santana, que faz parte da comissão.

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