Mário CesarConscienteVoluntário doa sangue no hemocentro montado pelos estudantes no prédio do Banco do Brasil. Os alunos da UEL procuraram desfazer mitos e provar que doação é totalmente segura, não oferecendo riscos à saúdeFoi quase impossível passar ontem pelo Calçadão de Londrina sem ser abordado por algum estudante da área de saúde da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O ‘‘trote cultural’’ reuniu cerca de 300 universitários, entre calouros e veteranos, que das 10 às 16 horas passaram à comunidade alguns conhecimentos importantes sobre saúde.
Na área de Medicina, um estudante vestido com um grande coração vermelho chamava a atenção. Os 80 calouros falaram da importância da doação de sangue e derrubaram alguns mitos que rondam a cabeça da população. ‘‘Tem muita gente que tem medo. Pensa que doar sangue vicia ou transmite Aids. Aqui a gente pode passar a informação correta’’, fala Luiz Henrique Garcia Lopes, 19 anos. Segundo ele, antes de ir para o Calçadão os alunos ouviram uma palestra sobre a doação de sangue e o uso de material descartável.
Depois dessa abordagem, muitas pessoas foram até o quinto andar do edifício do Banco do Brasil para doar sangue. Ali, uma equipe do Hospital Universitário montou um hemocentro, para coleta de sangue. Até as 14 horas, 190 pessoas preencheram ficha e passaram por uma triagem. Dessas, 77 doaram sangue.
A assistente social do HU, Hilda Cristina Faria, afirma que a campanha, além de aumentar a reserva de sangue do HU, muda o perfil dos doadores.‘‘Geralmente aparecem no hospital amigos ou parentes de pacientes. O ideal é que as pessoas façam isso sempre.’’
Os alunos de Odontologia montaram um estande para examinar a boca de quem se interessou pelo assunto de câncer bucal. Os calouros distribuíram panfletos sobre a doença. Cerca de 60 pessoas, até o início da tarde, haviam passado pelo exame. Dessas, nove foram encaminhadas para o setor de Odontologia da UEL. ‘‘Essas pessoas têm algum tipo de lesão, que deve ser melhor examinado. Muitas têm a lesão e não sabem’’, diz a presidente do Centro Acadêmico de Odonto, Luciana de Miguel Cardoso.
A estudante do 4º ano de Odonto, Alcione Pegorago, afirma que os calouros receberam informação sobre o tema das 8 às 10 horas, antes de ir para o Calçadão. ‘‘Eles aprenderam o que é o câncer de boca e como é diagnosticado’’.
Calouros do curso de Farmácia aplicaram um questionário sobre a automedicação e distribuíram panfleto sobre o uso correto dos medicamentos. Estudantes de Fisioterapia falaram sobre Lesões por Esforços Repetitivos (LER). ‘‘Essa doença não tem muita divulgação. A maioria da população nem ouviu falar. Às vezes até tem a doença, mas não sabe’’, diz a caloura Andressa Bielski. Sua colega, Mariko Ogasawara, afirma que é comum o trabalhador pensar que a LER é doença restrita a digitadores. ‘‘O trabalho doméstico, de carregar peso também causa problemas.’’ O material distribuído explica o que é a doença, como tratar, prevenir e dá até dicas para movimentos de relaxamento e alongamento.

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