Funcionários e clientes da agência do Banco do Brasil, no centro de Londrina tiveram que deixar o local ontem no horário do almoço. Um telefonema anônimo dado ao gerente geral do banco, Nilton José do Santos, provocou todo o tumulto. ‘‘Um homem, de voz tranquila, exigiu dinheiro e disse que, caso não fosse atendido, iria explodir uma bomba às 13 horas dentro do banco’’, explicou o gerente.
A mesma pessoa também fez a mesma ameaça por telefone à Folha e ao plantão da Polícia Militar. Cinco viaturas com 25 homens da PM isolaram a área e evacuaram os seis andares do banco. ‘‘Foi tudo feito com muita calma. O gerente nos comunicou e ajudamos os clientes a saírem da agência’’, disse Irineu Oliani, funcionário do banco. Mesmo com a divulgação da suspeita de bomba, a maioria dos clientes não demonstrou medo. ‘‘Foi engraçado. Saímos calmamente e não acreditando na bomba’’, disse Robson Oliveira, que estava no banco.
Os peritos em explosivos examinaram todos os andares da agência durante uma hora e nada encontraram. Segundo o tenente Siloto, foi um ‘‘trote’’ de mau gosto. ‘‘Fizemos uma busca em todos os lugares, principalmente onde há acesso ao público e nenhum vestígio de bomba foi encontrado’’, disse. Segundo o militar, o telefonema foi feito através de um telefone público do Terminal Rodoviário.
Para o militar, o trote pode ter relação com o assalto da agência bancária, quase que na mesma hora da ameaça (ver matéria acima). ‘‘Pode ter sido uma tentativa de desviar homens e viaturas e facilitar o assalto.’’
Após a confirmação do trote, a agência retornou ao funcionamento normal. O gerente disse que foi a primeira vez que a agência sofreu um trote. A experiência valeu como um treinamento. ‘‘Sabemos que estamos preparados em casos de urgência’’, concluiu.Marcos BorgesTelefonema anônimoPoliciais em frente a agência: trote no mesmo horário de assaltoMauricio Della Barba

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