Tropas assumiram a reconstrução
As tropas brasileiras chegaram ao Haiti em 2004, após um pedido da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo era fortalecer a segurança do país, que estava passando por um período de instabilidade política com a fuga do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide.
Após o terremoto de 2010 (que deixou cerca 220 mil mortos, entre eles Zilda Arns, que estava no país em missão da Pastoral da Criança; 300 mil feridos, incluindo milhares de pessoas que tiveram membros amputados; e 1,5 milhão de cidadãos desabrigados), as tropas também assumiram os trabalhos de reconstrução.
O Brasil tem o maior efetivo militar atuando no Haiti, são 2,2 mil homens e mulheres distribuídos em dois batalhões e uma companhia de engenharia. O efetivo da ONU é composto por 8,5 mil militares de 19 países.
Depois do terremoto, ainda em 2010, o país sofreu mais duas catástrofes: o furacão Thomas e uma epidemia de cólera, que deixou 180 mil doentes e mais de 3 mil mortos. Cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem em barracas de lona e plástico e são mantidas apenas com ajuda humanitária. (D.B.)





