Homens dos Pelotões de Choque dos batalhões de Polícia Militar do Paraná estão proibidos de atender ocorrências em instituições que trabalham com adolescentes infratores. A medida foi decidida em reunião realizada anteontem à noite entre o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimmermann, representantes de entidades de defesa dos direitos humanos, da Câmara de Vereadores e do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) de Londrina.
Na última quarta-feira, entidades de direitos humanos receberam denúncias de que na noite de segunda para terça-feira 23 dos 48 menores internados no Ciaadi foram agredidos por policiais do Pelotão de Choque do 5º Batalhão (BPM), chamados para conter uma rebelião. O caso está sendo investigado pelo comando do BPM, por uma sindicância da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social e pela Polícia Civil.
O chefe regional da Secretaria, padre Manuel Joaquim dos Santos, se reúne nesta segunda-feira com o comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, para sugerir a criação de uma força-tarefa especializada em atender ocorrências em centros para adolescentes infratores. ''Seria uma iniciativa inédita no Paraná. Um grupo de 12 a 15 homens seria suficiente'', comentou padre Manuel.
Segundo o chefe, os funcionários do Ciaadi relataram na reunião de anteontem que alguns adolescentes são de gangues rivais e provocam rebeliões para brigar com os desafetos. Ontem, mais 13 dos 23 menores que teriam sido agredidos pela PM foram levados para exames de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). Anteontem, seis tinham sido encaminhados. Os resultados ficam prontos na próxima semana.

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