Tronco encontrado pode ser de Tatiane Jezualdo; suspeito confessa esquartejamento
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Samara Rosenberger - Redação Bonde 
O Corpo de Bombeiros localizou um tronco nesta quinta-feira (12), no rio Carajás, próximo à comunidade São Pedro, no município de Ubiratã. Segundo a Polícia Civil, há fortes indícios de que trata-se do corpo de Tatiane Jezualdo, 24 anos, desaparecida no dia 3.
As equipes realizavam buscas na região desde terça-feira (10). A parte do corpo foi encontrada no afluente do rio Piquiri. Objetos pessoais da jovem também foram localizados.
A área foi isolada pelos policiais da 16ª Subdivisão Policial. O Instituto Médico Legal (IML) recolheu o tronco e o encaminhou para a perícia. O delegado-chefe, Amir Salmen, disse que só vai se pronunciar sobre o caso após divulgação do laudo. A previsão é que o resultado saia na próxima semana.
Após o achado do tronco, a polícia interrogou o suspeito que confessou ter esquartejado Tatiane. Porém, ele nega tê-la estuprado. A motivação do crime, circunstâncias e a localização das outras partes do corpo ainda estão sendo investigadas. As buscas continuam.
Primeira versão
No primeiro momento, o suspeito, que ainda não teve o nome divulgado, alegou fatalidade como causa da morte de Tatiane. Ele afirmou que ofereceu carona à jovem no ponto de ônibus e que ficou desesperado ao vê-la passando mal. Segundo ele, ela teria sofrido um ataque cardíaco e morrido no banco do passageiro. Depois, alegou que desovou o corpo no rio Piquiri.
Diante da confissão de esquartejamento e das novas provas, a polícia já descartou esta versão.
Desaparecimento
Tatiane Jezualdo saiu de casa na manhã do último dia 3, com destino a um ponto de ônibus, onde embarcaria para trabalhar. Ela foi vista entrando em um veículo ao invés do coletivo. Ela e o acusado não compareceram à empresa no mesmo dia. Ambos trabalhavam em uma cooperativa da região. O suspeito alegou doença e retornou às atividades normais no dia seguinte.
A mãe recebeu mensagens oriundas do celular da filha no dia do crime, cujo conteúdo dizia que ela não voltaria para casa porque iria para Cafelândia. A família começou a desconfiar do crime a partir da atitude suspeita. O formato do texto descrito nas mensagens também não condizia com o costumeiro utilizado pela jovem.


