Trocando olhares pela saúde
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina Às vezes basta uma troca de olhares para duas pessoas se apaixonarem. E apaixonante é a palavra para definir o projeto Primeiros Olhares, do Hospital de Olhos de Londrina (Hoftalon), que desde 2006 realiza exames gratuitamente em crianças de 0 a seis anos de idade. São alunos dos centros de educação infantil e também de instituições como a APS Down, examinados no local onde eles estudam. Para isso, a equipe leva equipamentos adaptados e monta um consultório dentro do espaço escolar. O trabalho é realizado pela equipe de voluntários, composta por médicos especialistas e residentes, técnicos e auxiliares de enfermagem. O projeto atua na prevenção, orientação, encaminhamento, e informação.
A pequena Giovana Micaela Silva, de três anos, aluna do Centro de Educação Infantil Aidê Colli Monteiro, foi uma das crianças atendidas no último fim de semana. Ela foi acompanhada pelo pai, o autônomo Elizeu da Silva, de 48 anos, que agradeceu pelo exame ter sido realizado no fim de semana e na própria escola. "Isso possibilita que os pais, que trabalham de segunda a sexta-feira, acompanhem a realização dos exames."
Silva relatou que sempre observa sua filha para ver se ela apresenta alguma problema visual, mas destacou a importância do acompanhamento por um especialista. "O trabalho deles é muito bom, ainda mais que as crianças ficam no espaço delas, que é a escola. Elas ficam mais à vontade", destacou.
Segundo o diretor clínico do Hoftalon, Nobuaqui Hassegawa, o exame realizado nas escolas permite que as crianças fiquem mais à vontade. "O ambiente em uma clínica pode ser hostil para a criança, pois elas podem ficar inibidas ao ver várias pessoas vestindo jalecos brancos e também há muitos adultos, ou seja, pessoas muito mais velhas que ela", destacou Hassegawa, o idealizador do projeto.
A gerente de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Ludmila Dimitrovicht, explicou que anualmente é realizada uma reunião para analisar os resultados do projeto. "Como nem todas as instituições podem ser beneficiadas, a prioridade vai para as instituições que nunca foram atendidas", explicou. Ludmila disse que a partir do diagnóstico de alguma anormalidade os professores são informados. "Quanto mais informações tivermos sobre ele fica melhor para o professor trabalhar na sala de aula. Caso uma criança precise de impressões ampliadas, por exemplo, nós podemos fornecer", relatou.
Ludmila afirmou que exames como esse levam segurança para os pais, pois caso seus filhos sejam diagnosticados com problemas de visão, recebem um encaminhamento adequado. As crianças que necessitam de óculos recebem a doação do Sindicato das Óticas de Londrina (Sindióptica). Aquelas que precisam de acompanhamento especializado são encaminhadas ao Hoftalon para tratamento.
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