Troca teria sido
feita por material
de construção
A denúncia de venda do casal de bebês de Campo Largo foi feita pela mãe biológica, Marisa Taborda da Maia, em fevereiro deste ano. Os bebês nasceram em 5 de novembro do ano passado, na Maternidade Nossa Senhora do Rosário, de Campo Largo, e foram adotados ilegalmente 45 dias depois. Marisa afirmou ter recebido em troca dos filhos material de construção e a promessa de ganhar cestas básicas por um ano. O caso foi denunciado pela Folha em maio, quando já era investigado pelo Sicride.
Na época a cunhada de Marisa, Izinha Carneiro dos Santos, afirmou à Folha que um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus teria ficado com as crianças. A negociação teria sido intermediada pela empregada doméstica Sirlene Aparecida Pinto, que trabalhava no apartamento 31 do Palace Batel, em Curitiba, e frequentava a igreja desse pastor. Após a publicação do texto, Sirlene desapareceu.
Em julho deste ano, o advogado do deputado Praczyk, José Antonio Brito, pediu ao delegado do Sicride, Harry Herbert, prazo de 30 dias para apresentar Sirlene. Herbert ofereceu uma semana e a apresentação não aconteceu. Na semana passada, o juiz André Luiz Taques de Macedo, de Campo Largo, decretou a prisão preventiva de Sirlene. (J.A.)

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