Sindicalistas e representantes de movimentos da Igreja Católica se deslocaram até a entrada da Cidade para receber os sem-terra. Antes do início da caminhada no perímetro urbano, crianças da Paróquia Santa Cruz, na zona norte, que integram o movimento de evangelização denominado Infância Missionária, entregaram flores e instrumentos musicais aos filhos dos sem-terra. Receberam, em troca, bonés e reproduções da bandeira do MST.
O presidente da Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário (Apeart) e integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), padre Dirceu Fumagalli entregou aos coordenadores da marcha uma balança, símbolo usado durante o Grito dos Excluídos, contra as injustiças sociais.
Tendo como sustentação uma cruz de madeira, os pratos da balança receberam de um lado uma Bíblia e do outro a Constituição, o Estatuto da Terra e um livro sobre a Reforma Agrária. ‘‘A Bíblia é o projeto que acreditamos e os outros livros a forma de viabilizar esse projeto’’, disse padre Fumagalli.
(Luka Morais)

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