A troca de postes de iluminação pública na Rua Santos, entre as ruas Pio XII e Tupi (Área Central de Londrina), causou transtornos para os moradores do quarteirão na manhã de ontem. Para a realização do serviço, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) precisou interromper o trânsito no local, impedindo que pequenos empresários fizessem entregas e bloqueando o acesso de clientes às lojas da rua.
O bloqueio da rua sem aviso prévio irritou os pequenos empresários instalados no local. Proprietário de uma loja de confecções e móveis para crianças, Christiano de Paula Niero reclamou da impossibilidade de realizar as entregas programadas para a manhã. ''Os caminhões estão parados em frente à nossa garagem. Não temos como sair'', disse.
Dono de uma mercearia no mesmo quarteirão, Jorge Alves também se queixou da realização do serviço sem aviso prévio. ''Tenho muitos clientes que vêm de carro fazer compras. Estamos no meio da manhã e até agora ninguém entrou na minha loja'', afirmou.
A reclamação dos usuários foi dirigida principalmente à CMTU, que autorizou o bloqueio da rua em um dia útil. ''Poderiam ter programado esta troca em um final de semana. Seria bem mais tranquilo para nós e mesmo para eles'', justificou Niero.
O funcionário da Copel responsável pelas obras explicou que o pedido de troca dos postes foi solicitado à companhia pela Vectra Construtora, para o fornecimento de eletricidade à construção de um prédio no mesmo quarteirão. O funcionário, que preferiu não se identificar, disse ainda que a troca era necessária para que as linhas de transmissão de energia pudessem alcançar a construção. Segundo o funcionário, a interrupção do trânsito foi requisitada pela Copel na CMTU pois o serviço deveria ser executado com dois caminhões contrapostos no local. Uma cópia da autorização para o bloqueio da rua, com a assinatura do diretor de trânsito e fiscalização da companhia, Álvaro Grotti, foi apresentada à reportagem.
O diretor de trânsito e fiscalização da companhia, no entanto, não confirmou a obrigação da CMTU em avisar os moradores com antecedência. ''Emitimos as autorizações para interrupção do trânsito, mas nunca avisamos os moradores. Não temos essa obrigação'', disse Álvaro Grotti. Questionado sobre eventuais prejuízos que a realização do serviço sem aviso poderia causar aos empresários, o diretor reforçou a necessidade da obra.''É um serviço essencial e precisa ser feito o quanto antes. Infelizmente, é um problema que toda a cidade enfrenta e que precisa ser realizado'', concluiu.

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