Curitiba - Uma troca de corpos no Hospital Cajuru, em Curitiba, gerou confusão e transtorno às famílias por mais de dez horas. De acordo com parentes, quando o corpo de Maria das Dores Lima, 77 anos, chegou ao local do velório, por volta de 20 horas de sábado, e o caixão foi aberto, constatou-se que uma outra mulher havia sido enviada à família pelo hospital. Confirmado o erro, a família, com auxílio da funerária, voltou com o corpo ao hospital para desfazer a troca. Foi aí que começou a confusão.
Os parentes de Maria das Dores procuraram o Hospital Cajuru e obtiveram a informação de que a culpa pela troca não era da instituição, nem a responsabilidade por desfazer o erro. A direção proibiu que o corpo da outra idosa, identificada apenas como Maria Dolores, entrasse novamente no hospital. Depois de muita insistência, por volta de 3h30 da madrugada de domingo funcionários do Cajuru descobriram que o corpo de Maria das Dores estava sendo velado por uma outra família, os parentes de Maria Dolores.
A família teve que se deslocar até lá para resolver a situação. Foi aí que se deu a maior surpresa. Os parentes de Maria Dolores, que estavam velando Maria das Dores, se recusaram a entregar o corpo. Eles afirmavam que aquele corpo era o da parente deles, mesmo com a caixão aberto à vista das duas famílias.
Para resolver o impasse, a Polícia Militar (PM) foi acionada e, lá por 5 horas, levou os dois corpos para o Hospital Cajuru. A duas famílias só se entenderam ontem, por volta das 8 horas, quando finalmente cada uma levou seu ente para ser velado.
A família de Maria das Dores acredita que os nomes parecidos tenham causado a confusão dentro do hospital.
A assessoria do Hospital Cajuru informou não ter informações precisas sobre o caso, já que aconteceu em um período de plantão e os funcionários só retornam ao trabalho hoje. A única informação passada é que quando a família de Maria Dolores fez a identificação visual do corpo afirmou ser Maria das Dores sua parente.
A assessoria disse ainda que todos os corpos, antes de saírem do hospital, precisam ser identificados visualmente por um parente, não sendo possível portanto que o erro tenha sido descoberto só no velório. A família de Maria das Dores, nega. A reportagem da Folha não consegiu encontrar ninguém da família de Maria Dolores.

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