Tripulantes se queixam da demora por uma solução
A situação dos tripulantes do El Moro poderia ter sido amenizada se a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte tivesse entrado em ação há pelo menos 20 dias. A entidade, com sede em Londres, já recebeu memorando dos acontecimentos envolvendo a embarcação em Paranaguá, mas até agora não tomou nenhuma providência.
O marinheiro Leandro Eduardo Alippi, 34 anos, reclama da burocracia imposta pela Federação. Segundo ele, os tripulantes foram orientados a comunicar o fato à representação brasileira da entidade, no Rio de Janeiro, que informou que em Paranaguá um homem conhecido por Ali, suposto representante da federação, poderia ajudar a resolver o problema. Até agora, porém, nada foi feito.
O contra-mestre Carlos Miguel Larraburu acredita que diante da falta de assistência os tripulantes ainda terão que permanecer no navio por muito tempo. Não quero voltar para a Argentina sem ter o meu salário pago, diz, para justifica sua permanência, apesar das adversidades com comida e infraestrutura.
O navio tanque El Moro saiu de San Lorenzo, na Argentina, no dia 17 de novembro. Uma semana depois descarregou no terminal de Paranaguá cinco mil toneladas de óleo vegetal. Quando regressava para a Argentina foi retido pela Capitania dos Portos. O motivo é uma dívida de R$ 89 mil da campanhia Sudatlantica de Navegación, proprietária do navio, com a empresa Marítima Comercial, de São Francisco do Sul (SC), que pediu o arresto do navio até a divida ser quitada.





