Tríplice Fronteira aumenta o número de crimes em Foz
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sábado, 05 de outubro de 2002
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu A marca de 200 homicídios, obtida por Foz do Iguaçu no período de 1º de janeiro a 25 de setembro, coloca a cidade como uma das mais violentas do Paraná, atrás apenas de Curitiba. Assim como ocorre em Londrina, a tendência é que o recorde de assassinatos registrado em 2001, quando ocorreram 243 mortes violentas, seja quebrado.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Foz do Iguaçu (Consefi), Carlos Duso, considera os números elevados inclusive para os padrões aceitos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele destaca três fatores para a onda de homicídios. O primeiro é o grande movimento na tríplice fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina. Segundo ele, embora Foz tenha cerca de 270 mil habitantes, circulam pela região 700 mil pessoas por mês.
O segundo motivo é a exclusão social, com um alto número de desempregados e informais (22% da população). A crise econômica aliada ao desemprego provocado pelo aumento da fiscalização da Receita Federal contra o contrabando teria empurrado milhares para marginalidade.
Sacoleiros e ''laranjas'' que ficaram sem renda hoje atravessam drogas na fronteira para garantir a sobrevivência, revelou pesquisa feita pela Polícia Civil. A polícia apreendeu mais de 14 toneladas de maconha neste ano. Em 2001, foram quase 20 toneladas.
Duso aponta o fortalecimento do Mercosul como uma das soluções contra a explosão da violência. A outra seria diminuir a impunidade e reestruturar as instituições de segurança.


