Uma perseguição policial a três homens que sequestraram um empresário na Zona Leste de Londrina resultou na morte dos três assaltantes. De acordo com a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 7h30, quando os três assaltantes, armados com revólveres calibres 38 e 32, abordaram o dono da metalúrgica, quando ele chegava ao local de trabalho. Ele foi levado pelos bandidos em sua camionete Mitsubishi L-200. Os trabalhadores acionaram a polícia, que enviou oito viaturas para vasculhar a região.
Segundo o porta-voz do 5º BPM, tenente Ricardo Eguedis, durante perseguição à camionete os assaltantes teriam atirado contra os policiais. Eles acabaram perdendo o controle do veículo e, depois de capotar, abandonaram a vítima no início da estrada de terra Três Figueiras e embrenharam-se a pé numa plantação de milho.
''Fechamos a área em volta do milharal para tentar capturá-los. Os três começaram a correr e a disparar contra nós, quando houve a troca de tiros'', disse o sargento Clóvis Felício, do Serviço Reservado da PM (P2). Os três rapazes foram atingidos e morreram no local. Apenas um deles estava com a carteira de identidade - Douglas Argemino Xavier, 29 anos. Os outros dois foram reconhecidos por populares e familiares que apareceram no local. São Moisés Lima Lousada e Juliano, cujo sobrenome ainda não foi confirmado. Segundo a PM, os três já teriam passagem pela polícia.
Revoltados, familiares de um dos mortos acusavam a polícia de terem ''executado'' os três. Aos prantos, a mãe de um deles chegou a dizer que testemunhas teriam ouvido os três gritando e pedindo para não matá-los.
Segundo o chefe do Instituto de Criminalística, Daniel Filipetto, que esteve no local, cerca de 30 projéteis foram encontrados perto dos corpos. Ainda de acordo com o perito, das armas dos bandidos houve apenas um disparo efetuado com sucesso. ''Em uma das armas foram feitas três tentativas de disparo e apenas um saiu. Na outra arma, houve duas tentativas e nenhum disparo'', explicou Filipetto.
Ainda segundo o perito, os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) onde seria feita uma coleta residográfica, exame que identifica a presença de resíduos de pólvora nas mãos dos assaltantes para confirmar qual deles teria disparado. Segundo a PM, o empresário, dono da camioneta, não sofreu ferimentos e passa bem.
Na hora da confusão, o celular de um dos assaltantes, achado dentro da camionete, tocou e um policial chegou a atender. Segundo a PM, seria o receptador que esperava pela camionete roubada num local combinado. Apesar do contato, a polícia não chegou a ir até o local pois a pessoa não informou o ponto de encontro.
Eguedis declarou que o comando da PM já abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. ''Será investigado (se houve excesso por parte da polícia). O que já podemos afirmar é que, se os criminosos tivessem se entregado, com certeza a situação seria diferente. Eles foram extremamente violentos no crime e não pararam quando receberam voz de prisão'', afirmou. Questionado sobre as informações preliminares passadas pelo chefe do IC, o tenente comentou que ''é possível que a munição tenha sido trocada'', e que é necessário aguardar a conclusão dos exames. (Colaborou Vanessa Navarro)

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