Londrina






Josoé de Carvalho



FlagranteMarcos Sanches, Luis Santos e Nivaldo de Mello, presos ontem PF: viagens a Rondônia e denúncia de um companheiro arrependidoA Polícia Federal de Londrina apreendeu ontem à tarde 10 quilos de cocaína pura e 18 quilos de pasta-base da droga para fabricação de crack. O flagrante ocorreu por volta das 15 horas no posto da Polícia Rodoviária de Jaguapitã (46 quilômetros ao norte de Londrina). A droga estava numa caminhonete Ford dirigida pelo vendedor autônomo Nivaldo Alves de Mello, 33 anos, que estava acompanhado pelo vendedor de carros Luis Santos, 36, e o mecânico Marcos Sanches, 22 anos. Os três foram autuados em flagrante por tráfico de drogas.
A droga estava escondida em um fundo falso do tanque de combustível da caminhonete. Segundo o delegado-chefe da Divisão da Polícia Federal de Londrina, José Roberto Morel, eles contaram ter comprado a droga em Rondônia para vendê-la em diversos pontos de Londrina. Esta seria a quarta viagem que os acusados faziam à Rondônia para trazer cocaína.
Morel afirmou que chegou aos acusados por intermédio de uma pessoa que também estava envolvida no tráfico e se arrependeu. ‘‘O informante nos procurou e disse que queria mudar de vida, pois tinha virado crente. No começo, não acreditamos muito. Depois, passamos a nos interessar pela história, quando ele disse que esta quadrilha estava substituindo o ‘Coquinho’’’, contou o delegado.
No ano passado Anivaldo Martins, conhecido por ‘Coquinho’, havia sido preso pela Polícia Federal com 18 quilos de cocaína e foi condenado pelo crime de tráfico de drogas. No início deste ano, ele tentou fugir da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e quebrou a perna. Os acusados admitiram estar trabalhando para ‘Coquinho’.
‘‘Para prendermos este trio de traficantes, ficamos três dias esperando que eles entrassem no Paraná. Fechamos todas as vias vicinais e rodovias principais que dão entrada no Estado, deslocando todo o nosso efetivo. Na Divisão em Londrina ficamos somente eu e os plantonistas’’, afirmou Morel. Os três acusados ficarão presos na sede da Polícia Federal, devido à superlotação de presos nos distritos policiais de Londrina.

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