Itambé Uma operação conjunta entre a Polícia Militar (PM) de Itambé (37 km ao sul de Maringá) e a Polícia Florestal de Maringá resultou no fechamento de uma rinha de galos, anteontem, na Zona Rural de Itambé. Trinta pessoas que assistiam as brigas ou faziam apostas foram detidas. A polícia apreendeu também 29 galos, muitos deles bastante machucados. Esse foi o terceiro fechamento de rinhas na região no último ano.
Conforme o comandante do posto da Polícia Florestal, o primeiro tenente Adauto Giraldis, a operação começou às 18 horas de domingo e terminou às 2 horas de ontem. A rinha acontecia em uma casa e atraía proprietários de galos vindos de Maringá, Paranavaí e interior do Mato Grosso do Sul. Muitos dos detidos são reincidentes que ainda não tinham sido indiciados porque, nas ocasiões anteriores, declararam que apenas assistiam as brigas.
Todas as pessoas presentes no local foram conduzidas à Delegacia de Polícia de Itambé, onde assinaram termo circunstanciado confessando terem sido autuadas em flagrante delito. Os indiciados foram soltos após assumirem o compromisso de comparecerem em juízo no dia 25 de agosto.
Eles foram responsabilizados pelo delito de maus tratos às aves e responderão a ações civil e penal. Na lavratura do flagrante, a Polícia Florestal fixou multa de R$ 2 mil para cada infrator. De acordo com o Código Penal, o valor da multa varia de um a 360 salários mínimos. Os acusados podem recorrer da punição.
A rinha, segundo o policial, é uma prática ilegal também considerada crime ambiental. Se enquadra no artigo 32 da legislação ambiental, que prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A punição pode ser aumentada de um sexto a um terço, quando acontece morte de aves ou animais. O artigo condena ''o ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos''.
Laudo emitido por biólogos, a pedido da Polícia Florestal, constatou que alguns dos galos envolvidos na rinha estavam cegos e apresentavam as asas quebradas. O tenente informou que os animais em condição de consumo seriam doados à Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae). ''Estamos estudando alternativas de destino para os galos muito machucados'', acrescentou.

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