Trinta detentos trabalham nas obras
Marcelo AlmeidaPrêmioPresos que cumprem pena em regime semi-aberto se misturam aos operários comuns nas obras de ampliação da Penitenciária Central do Estado. Para cada três dias que trabalharem receberão um de liberdade antecipadaTrinta presos, todos cumprindo pena em regime semi-aberto, misturam-se entre os 200 funcionários da Coteli Construtora Técnica Ltda, que faz as obras na Penitenciária Central do Estado. Carregam cimento e concreto, torcem ferros, colocam cimento e fazem soldas. Por cada três dias que trabalham, ganham um de liberdade. No final do mês, recebem um salário mínimo, do qual é descontado 25% para um Fundo Penitenciário. Feito o desconto, restam R$ 97,00.
De capacete azul, usado para identificar os detentos, Claudemir Cândido de Oliveira, 19 anos, sente-se feliz e orgulhoso pelo trabalho. Sempre trabalhei de pedreiro, carpinteiro, montador, músico, conta ele, que cumpre pena de cinco anos e quatro meses por assalto. Na verdade sou um laranja. Não sabia que o menor estava armado. Ele fez o assalto e correu. Eu também corri, disse. É minha palavra, contra a da Justiça.
Sem querer polemizar, Claudemir afirmou que espera sair da prisão no final do mês, em regime semi-aberto. Diz ter sido contratado pelo dono da empreiteira onde trabalha agora e que vai ganhar R$ 700,00. Quero ver se consigo ser uma pessoa mais feliz, se Deus quiser, disse. O irmão do dono da empreiteira, que trabalha ao lado de Claudemir, não desmente. (J.A.)





