Trincheira no Barigui não sai do papel
Emerson Cervi
De Curitiba
Um impasse marcou a reunião de segunda-feira à noite na vila Santo Inácio sobre o retorno da BR-277, entre quilômetro 1 e quilômetro 5. O presidente da associação de moradores, Marcelo Lunardon, sugeriu que fosse feita uma rotatória no entroncamento da rua Tobias de Macedo Júnior com a rodovia e instaladas duas lombadas eletrônicas no local para reduzir a velocidade dos carros. Segundo ele, em média, acontece um acidente por dia e uma morte por semana no local. O cruzamento é usado por toda a população da Vila Santo Inácio, pelos dois mil alunos das Faculdades Integradas Espírita e por seis mil alunos da Universidade Tuiuti do Paraná.
O secretário municipal de governo, Marcos Isfer, e técnicos do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), que participaram da reunião com representantes da comunidade, acreditam que a rotatória não resolverá o problema. Só a rotatória não adianta porque aquela é uma rodovia de movimento intenso, com o entroncamento de várias ruas, disse o secretário. Para Isfer, a melhor alternativa continua sendo a construção da trincheira.
A melhoria estava prevista até 1997, mas com a concessão das rodovias para a iniciativa privada o governo estadual resolveu cancelar a licitação da obra e transferir à Concessionária Rodonorte, responsável pelo trecho. Acontece que o cronograma original de concessão da BR-277 previa o início dessa obra no décimo segundo ano, ou seja, em 2010. Quando o governador Jaime Lerner (PFL) reduziu a tarifa de pedágio em 50%, algumas obras foram excluídas do cronograma. Entre elas, a trincheira da rua Tobias de Macedo sob a BR-277.
Segundo Isfer, a prefeitura se prontificou em fazer a parte dela nas melhorias das ruas da região. Vamos pavimentar a Cândido Hartmann, revitalizar a Tobias de Macedo e instalar duas lombadas eletrônicas na BR-277, garantiu. Mas exigiremos a contrapartida da universidade Tuiuti e do governo do Estado. A Tuiuti, que está transferindo seu princial campus universitário para a vila Santo Inácio, deve fazer a adaptação de algumas ruas. Nesse caso o Estado tem pouca influência porque a rodovia está sob responsabilidade da inicitiva privada, mas ele pode cobrar que a Rodonorte faça a trincheira, afirmou.
A assessoria da Rodonorte informou ontem que a empresa está participando das reuniões sobre a trincheira na BR-277 apenas como ouvinte porque não há previsão de novos investimentos. Além da trincheira não fazer mais parte do cronograma de obras, a redução no valor da tarifa de pedágio inviabilizou o início de novas obras.
Foi marcada uma nova reunião para tratar desse assunto na próxima segunda-feira, 30, na administração regional da prefeitura em Santa Felicidade.





